quarta-feira, 15 de julho de 2009

A quebra para pensar e jogar-me longe de mim.

Por que estava eu entrelaçado em um sentimento assim? Por que por ela, por que eu? Por que desse modo?
E quanto à saudade que eu sinto?
E quanto meus monólogos sobre viver, sobre morrer, sobre sentir... o que serão deles, agora que tudo mudou de rota?
Mas que rota?
A linearidade nunca foi algo muito presente enquanto eu respiro, ainda mais quando o surreal leva para longe de mim o meu anélito fraco.

Eu estou no Inferno, onde está a normalidade? Isso tudo há de ser real? A Morte, a morte, a inveja de Lúcifer, as milongas que pensei, o poder que recebi... todo isso soou lisérgico demais quando parei para pensar.

Mas bastou tornar o foco da minha visão e perceber que tudo isso era real. O beijo que recebi terminara e, assim, continuaria a verdade sem sentido que me abraçava e tirava cada vez mais o resto de vida que havia em mim, logo restaria só o orgânico e, depois disso, os microorganismos se encarregariam da minha decomposição lenta.

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