Ao anjo, retornei. E seguimos o rumo da montanha.
Ela era ainda maior do que vira, percebi ter sido ilusão de ótica quando antes a olhara.
Estava recoberta de árvores, todas as copas bem munidas de folhas. Briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas dividiam o espaço. As que podiam ser floridas, estavam. Com todas as cores, formas e tamanhos. De sua metade até seu topo, caminhamos e apreciamos a perfeição que a Natureza podia oferecer. Incrivelmente, àquela altura, haviam espécies vivendo e manifestando instintos. Não conhecia nenhuma, confesso e comentei com Manadel. Ele explicou que aquelas eram todas as que existiram, as que existem e as que virão a existir, em sua forma perfeita. Por isso só há um de cada, nem macho nem fêmea. Não sentiam fome nem ficavam com sede, apenas manifestavam um falso evoluir.
Ao chegar no topo, a primeira coisa que vi foram os Portões do Paraíso e as Grades do Inferno, esquerda e direita, respectivamente. Com seus representantes, lado a lado, atrás de um balcão com um livro no centro. O Livro da Vida. Lá estava o nome de todos que já respiraram, devidamente localizando o destino a seguir: subir ou descer.
O local era o Purgatório.
Cumprimentamos o santo e o demônio, e eles procuraram por meu nome. Era o primeiro e nenhum destino era designado. Olharam-me com espanto e falaram em latim antigo.
'Honoribus majorum'.
Não entendi ao certo, mas sei que remete aos Ancestrais. Mesmo que não saiba eu quais ancestrais sejam esses.
Os Portões se abriram.
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