Exatamente como suspeitei.
Ter insônia é o veneno de quase todos os poetas e, ironicamente, é esse o veneno que me inspira. Para completar a equação, a insônia é o que me transforma em martírio.
Descobri que não posso ficar só, ainda mais se eu estiver rodeado das lágrimas que chorei, com elas cheias de animais que tanto me são gloriosos.
A merda dessa insônia me lembrou o quão fraco eu sou, o quão egoísta aparento ser e, no fundo, sou composto, foi no meu não dormir que eu, pela incontável vez, desejei o fim de tudo isso.
Como? Da maneira mais nobre possível: suicídio.
Mas para onde iria minha alma podre? Para o Inferno? Já me encontro aqui, já sou o imperador, já desafiei a minha imperatriz, já fiz tudo que não devia.
E agora? O que fazer?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário